Uma xícara, um sofá, uma chuva caindo lá fora

Queria falar sobre tristeza. Não essa tristeza de quando se perde alguém, mas sim dessa tristeza que me abate nos dias de chuva, no friozinho da manhã ou na solidão da tarde. Daquela que acentua a solidão nas madrugadas, que me abraça no banho solitário e incendeia a melancolia.

Explode a paciência, ao pensamento dá adeus, pede à alegria passagem e nega à moral um beijo. Sinto que sou passageiro nisso, que estou no meio de um lamaçal de ignorância e insolência absoluta.

Algo me diz que aquelas palavras ditas no verão passado não me fizeram tão bem, e deixar que tudo se fosse, foi um grande erro, que tudo isso não passou de um pesadelo único e insaciável do inconsciente intratável que eu carrego comigo.

Sorrisos não são tão sinceros assim, quando se tem uma vida tão desregrada e inconstante. Isso poderia ser sobre mim, e é, mas não deixa de ser sobre você, que rodeia a minha vida em todos os aspectos. Você, que tem a rebeldia como maior qualidade, que age com arrogância perante a minha vida, que têm como maior propósito me ensinar a ser mais forte. Leve com você essa vida de fantasia, traga-me algo surpreendente e bom.

Quero que isso se configure como um desabafo, mesmo não sendo tão revoltante e revolucionário como muitos por aí. Uma reverência sincera à minha amável tristeza.

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