Ao futuro

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Vale parar e reescrever todas as coisas que acontecem no mundo, integrar os sentimentos com as ações, falar direito o que se quer e dizer tranquilo o que se sente.
Como mudar o que não se pode? Entregar sua alma a outros, que não seja a si, vale? Foi engolido o orgulho e destruído tudo o que foi necessário para a sobrevivência do “eu”.
Quero bravear sobre minhas opiniões, escrever sobre meus sentimentos e lutar pelo o que pode ser, e vai, ser meu. Preciso encontrar o que tem em meu caminho, saciar a fome de futuro que tenho; Interagir com meus sonhos e sentir profundamente o doce da conquista.
Pode parecer clichê, ridículo ou qualquer merda que ache, mas você não tem o direito de achar nada, isto não faz parte de você.
O destino é uma coisa louca, uma coisa boba, cheio de truques bestas e piadinhas idiotas. De vez em quando, ele nos surpreende com surpresas gostosas como um orgasmo ou um pedação de bolo de chocolate. O destino é um brincalhão imutável e ridículo, que, assim como quem vos fala, sabe fazer rir a plateia mas faz chorar o elenco.
Eu poderia falar de profecias, da volta de Cristo, de aviões caindo, mas não posso. Não posso viver o final sem ler o meio e queimar as páginas do início.
Tudo é incerto, mesmo já existindo. Vai ser assim do primeiro engatinhar ao abraço frio do fim. Maktub, ao futuro um brinde.

Aqui/in/descobrir/vento/ruína em mim

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De onde vem e raiva? De segredos inquietos? De invejas guardadas? De inspirações reencarnatórias? De listas mentais desnecessárias? De infelicidades passadas? De lembranças de Verão? De perdas? De outros sentimentos? De outros corações? De outro mundo? De outros contatos anônimos? Dos passos dados em vão? Das incertezas da vida? Dos corpos, antes unidos, hoje separados? Das negações? Dos falsos sentimentos recíprocos? Das imundices da mente? Das pedras na praia? Do ar que respira? Do começo de tudo? Do coração?

A raiva veio dos sentimentos evitados; Dos choros nas madrugadas; Dos não recebidos; Do cheiro que não passou por suas narinas; Das terras que você não pisou; Dos arranhões observados nos outros; Da inveja guardada; Do orgulho exposto ao mundo; Do cansaço dos outros; Da impaciência com a mediocridade/futilidade; Do ridículo dos outros; Do rancor grudado na mente; Dos falsos sorrisos; Do passado não vivido; Do companheirismo que me faz falta; Vem pela incompreensão de ninguém; Pela obrigação de viver o mundo dos outros (que se fodam!; Do não entendimento de si próprio; Do nada; Do não; De tudo isso.