Barbitúrico

poema de henrique do carmo

Tantos rostos
Nenhum coração
Tantas vontades
Nenhum sentimento.
Sigo a vida
Na esperança de amor algum.
Sinto-me explodir por dentro
Quero me dar por inteiro
Quero gastar meu amor infinito
Quero sentir a sinergia da troca
Preciso ser conjunto
Não posso ser mais indivíduo
Preciso ser par
Ser ímpar já é impossível.
Enquanto sou estes versos
Meu amor é a música
A soar em outros ouvidos
A arrepiar outros pêlos
A acelerar outro coração.
Enquanto sou amor reprimido
Meu outro alguém
É amor enganado
Mal gasto.
Entregar-me-ia totalmente
A quem se disponibilizasse
A receber o meu amor.
Ele é compatível com qualquer um
Absorve os beijos e sorrisos de qualquer boca
Acolhe as lágrimas de qualquer tristeza
Alegra qualquer coração.
Sinto-me livre para amar
Porém preso para seguir em frente.
O amor faz parte da vida
E a vida anda tão conturbada
A vida anda tão confusa
Que não encontro ninguém
Que não me encontro.
Eu preciso de um comprimido.

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